segunda-feira, 5 de novembro de 2012

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Caminaban los tres por la carretera. Hacia tanto tiempo que no pasaba un auto que no estaban preocupados de estar allí, en el medio del ripio, con tanta tranquilidad. Era una tranquilidad cansada, de estas que llevan la sabiduría en las espaldas. Se sentaron para hacer fideos y recobrar el aire.
No pasaban autos porque la carretera estaba bloqueada y se cortó la venda de bencina: era tiempo de manifestaciones por una vida más digna en la región. Aunque quisiesen llegar pronto al pueblo, porque ya caminaban por tres días, comprendían las actitudes de la gente del lugar, y apoyaban. Son siempre los pequeños trabajadores que sufren con las ideas geniales de Los Grandes.
Acababan poco a poco las reservas, la comida estaba más cara. Aun así, estos días que estaban juntos en la carretera eran bendecidos, por el simple hecho de estar juntos, y conociendo buena gente en el camino. Por supuesto que el paisaje increíble, las montañas, los lagos, el viento frio, también echaban fuerza y alegría al trio.
Por la noche armaban la carpa, comían galletas y dormían juntitos, para calentarse. En el camino duro hacia el futuro, los tres no medían amor, no economizaban: donde están dos pueden estar tres o más. A la gente le parecía raro, a muchos no les gustaba. ¿Cómo una pareja de tres? ¿Qué tipo de perversión era esa? Suerte tenía el chico, pensaban unos más machistas. Los tres caminantes, por su vez, solo caminaban, sin miedo y ayudándose y a todos que necesitaban.
Ya sabían que cuando llegasen a la ciudad, otra vez, pasarían por muchas críticas. Ellos tampoco estaban ciertos de que era aquello, pero si el amor se muestra, ¿por qué no abrazarlo? ¿Y por qué no abrazar a toda la humanidad?
Les sonaba un poco rara esa lógica de vivir, donde el poder y el dinero son más importantes que la felicidad, las personas y sus vidas. Les sonaba raro eso de haber gente con tanta, tanta plata, y sin nada de bien que hacer con ella, mientras tanta gente sigue hambrienta. Y más extraño parecía que a la gente le molestaba más el amor manifiesto de una forma distinta, en lugar de esto todo.
Entonces seguían amándose. Era el mejor a hacerse, sin dudas.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Em luta

Certo dia resolveu se rendar, como a primavera renda a natureza. Sabia da paz e energia que ganhava no trabalho manual, principalmente em momentos de angustia. Rendava-se numa renda delicada e com textura de perfume de flor, mas forte como ferro. Rendava-se como resistência e luta, mostrando que não é preciso brutalidade para entrar numa guerra. Tornava-se renda branca, manifestação da sua tranquilidade interna e da busca pela paz, apesar desse contratempo de 500 anos. Não era uma bandeira branca.
Fosse agora, daqui há 500 anos, ou numa dimensão paralela, venceria essa guerra. Libertaria não somente seu povo, mas toda a humanidade, que aprenderia a amar.
No momento de incerteza rendava-se, sim. Render-se, nunca.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Pensamentos taraxacum - verdade



De oculta e dissimulada
desfez-se a história.
De perdida e desinformada
ausentou-se a humanidade.


sábado, 20 de outubro de 2012

Onde é que nossas estradas se cruzam?



Eu me pergunto quase diariamente quando será que você vai descobrir que é o amor da minha vida. Se eu sou o da sua ainda não sei, mas suspeito que sim, ou pelo menos existe uma grande possibilidade de ser. Na verdade, eu me sinto tão pequenininha toda vez que ouço seu nome, como se você fosse ficando cada dia mais sábio e por consequência mais longe de mim. Não sei se tenho como ser o amor da sua vida. Sinto que o tempo foi meio sacana em te por uns anos a mais, ou uns a menos em mim. Devíamos estar caminhando juntos. Devíamos estar nessa juntos. Mas você já está traçando mais uma rota, depois de tantas, tantas... já está ligando mais um ponto, compondo mais uma obra, deitando em mais uma cama; e eu aqui, ainda tão menina, descobrindo a vida, no início da grande jornada – ainda que já tenha percorrido muito. Sinto que falta tanta estrada pra te alcançar...
Descansa, homem, descansa. Faz uma pausa mais longa, respira fundo, deixa a rede parar devagarinho de balançar. Sente o vento na cara, toma mais aquele mate. Suspira, sente aquele vazio latente no peito. Se eu ainda não tiver chegado, põe a mala e desce. Vem pro sul, volta pra essa terra de ninguém. Eu também não quero viver aqui. Mas aí a gente se encontra junto. A gente procura uma casa junto, ou sai pelo mundo junto.
Tem uma mulher aqui dentro, sabe. Sei que sou tão menina, e tão menino também, a maior parte do tempo. Mas tem uma mulher aqui, pra você. Tem todas as companhias aqui, pra você.
Falta pouco, amor, falta pouco. Mas não deixa passar.

domingo, 7 de outubro de 2012

pensamentos taraxacum - consigo




O dentro é a janela para o fora.
O fora é a porta para o dentro.
O instante é a janela para o sempre
e o sempre é.